Com origem européia, a Lei Geral de Proteção de Dados é uma nova definição que visa gerar maior segurança para o uso de dados pessoais, geralmente captados online e com objetivo de integrar e-mails marketings, cold calls ou mesmo conversas com chatbots.

Atualmente essa Lei está prevista para ser oficializada no Brasil, trazendo mudanças que preocupam os gestores e responsáveis pela área de T.I.

Para te ajudar, separamos algumas informações que podem ajudar a entender melhor o conceito e aplicação da LGPD e, assim, direcionar os trabalhos e adequações da empresa. Quer conhecer mais sobre o assunto? Confira!

O que é a LGPD e quando entrará em vigor?

A LGPD ou Lei Geral de Proteção de Dados possui foco em gerar mais transparência entre as empresas e consumidores com relação ao uso de dados de pessoas físicas em meios internos, externos, online e offline. Essa Lei tem como base a GDPR européia, que foi aprovada em maio de 2018 e norteia os direitos e privacidade dos consumidores.

No Brasil, a LGPD será sancionada em 2020, exigindo algumas adaptações nos trabalhos de diversos seguimentos, principalmente aqueles que usam os dados de clientes e possuem integração de soluções como o ERP em sua rotina.

Qual será o objetivo da LGPD?

O tratamento dos dados pela LGPD será muito mais restritivo para as empresas e partirá de algumas autorizações do cliente. Como exemplo, há muitas instituições que pedem informações pessoais para os consumidores na hora da compra ou locação, algumas dessas informações serão vetadas ou exigirão autorização do cliente, limitando a captação incoerente, excessiva e ilegal.

No caso de menores de idade, esses dados devem ser autorizados por pais ou responsáveis e, se houver repasse de informações para terceiros, o cliente deve consentir antes de enviar os dados necessários. O mesmo vale para solicitações de acesso ao banco de dados, portabilidade, alterações ou mesmo exclusão.

Como preparar minha empresa para a nova Lei?

Como a Lei ainda será sancionada e, nesse meio tempo, poderá sofrer alterações, há alguns pontos que deverão ser tratados a partir de 2020, porém, há algumas dicas que você pode seguir para começar a migrar os processos de maneira tranquila, como:

Adeque as atividades de acordo com a Lei

Para começar, é importante estudar toda a LGPD e entender como os trabalhos atuais poderão ser direcionados com as novas definições. Com isso, é possível começar a realizar as mudanças agora e não esperar até o último minuto.

Além disso, é importante já alinhar com a equipe as mudanças e a importância dessas mudanças, garantindo que as atividades, a partir de então, sejam feitas da maneira correta.

Realize um diagnóstico pela T.I.

Para um apoio maior e melhor direcionamento ao item anterior, a equipe de T.I. pode realizar um diagnóstico referente aos trabalhos atuais da empresa. Com esse diagnóstico, é possível gerar relatórios mapeando o momento de coleta e análise de dados dos clientes, indicando qual operação é arriscada, qual ação deve ser sigilosa de acordo com a LGPD ou mesmo se já processos inteiros que precisarão ser repensados.

É com base nesse diagnóstico que o gestor pode entender como a LGPD afeta as atividades da empresa e mapear em ordem de prioridade as possíveis mudanças.

Procure apoio jurídico

Por fim, uma última dica é buscar apoio jurídico para entender toda a burocracia por trás da LGPD. Com ajuda de um advogado, o gestor pode ganhar tempo e praticidade para entender como aplicar tais mudanças, além de traduzir as definições para a equipe.

Vale lembrar que é essencial acompanhar as atualizações do órgão responsável para as mudanças da LGPD, evitando receber multas que podem chegar a até 2% do faturamento da empresa.

Entendeu melhor sobre a LGPD e quer que outras pessoas entendam mais? Compartilhe em suas redes sociais e mantenha seus contatos avisados sobre essa mudança!